Nome Completo: SHEILA
VIEIRA
Idade: 29 anos - Altura:
1,65 - Naturalidade: Brasileira

Medidas:
- Busto: 100;
- Cintura: 72
- Quadril: 104;
- Coxa: 68;
- Bíceps: 39;
- Peso Off season: 75 kg;
- Peso Pré contest: 62 kg;
- Categoria Phisyque / Culturismo.
Profissão:
- Professora de Judô;
- Professora Jiu-Jitsu Submission;
- Professora Greco Romana (faixa preta);
- Personal Trainer.
Títulos Principais:
- Campeã Paulista Estreantes Figure (NABBA) 2006;
- Campeã Paulista Interior Figure (NABBA) 2008;
- Vice-Campeã Paulista (IFBB) 2009;
- Campeã Paulista de Supino 2006;
- Campeã Brasileira Junior de Judô 1995;
- Bi-Campeã Paulista de Judô 1996 e1997;
- Campeã Internacional de Jiu-Jitsu e Submission 2001;
- Tetra Campeã Paulista de Jiu Jitsu 1999, 2000, 2001 e 2002;
- Bi-Campeã Brasileira de Greco Romana 2003 e 2004;
- BI-Campeã Paulista de Greco Romana 2003 e 2004;
- Campeã Circuito Brasil Olimpico 2004
- Campeã Paulista de Full Contatic 2002
Treinador:
- Luciano Engel e Eduardo Telles (Jiu-Jitsu e Submission)
Patrocinador / Apoio:

Contato:
- E-mail: sheilapersonall@yahoo.com.br
Créditos: Foto:
Simone GR
Só com muita coragem e fé
poquissimas pessoas iniciariam a prática da musculação como Sheila Vieira o fez: depois
de ter sofrido duas graves lesões na coluna, hérnia de disco na L4 e L5.
Atleta dsde os 6 anos,
Sheila começou no Judo, graduando-se faixa preta aos 16 anos e conquistando os títulos
Paulista e Brasileiro, entre outros. Em 1999 passou a treinar Jiu-jitsu, graduando-se
faixa preta em 2006. Antes disso, em 2004 tornou-se profissional de Wrestling (Luta
Olímpica Greco Romana).
Com menos de 1 ano de treino já estava ne
Seleção Brasileira da moldalidade, em meio a vários atletas venceu a seletiva e foi
para o Mundial de (2001) na cidade de Sephia - Bulgária. Valeu muito a experiência, pois
na época o nível do Brasil ainda era bastante inferior, segundo Sheila.
Continuando os treinos de
(modalidade), foi bicampeã brasileira 2003 e 2004, bicampeã paulista 2003 e 2004 e
campeã do Circuito Brasil Olímpico (2002).
Novamente na Seleção
Brasileira, em 2004, o drama de Sheila começou. Relembra ela: "Convocada para
treinar na Universidade Gama e Filho do Rio de Janeiro pelo técnico Beto Leitão, fui me
preparar para os Jogos Pan-americanos... Durante os treinos, recebi um suplê errado e
senti que lá se ia minha vida na luta! Me machuquei muito, mas não contei nada a
ninguém... Continuei treinando, engolindo minhas lágrimas todos os dias, às ocultas.
Venci, nessas condições, a atleta Joyce, minha principal adversária e numa seletiva de
melhor de 3, vencendo 2 lutas, sem acreditar, consegui a vaga que tanto sonhava."
Agora mais preparada e com
mais experiência, Sheila acreditava que teria mais chances nos Jogos Pan-americanos
(2003) da Guatemala de que tivera no Mundial da Bulgária. Já em país estranho, na noite
anterior à luta, novo desespero: "Eu praticamente travei! Não conseguia levantar da
cama, chorando me arrastei até o chão do banheiro, deitei sob o chuveiro e deixei a
água quente cair... Meu grande desafio era também não deixar ninguém da Delegação
Brasileira perceber minha lesão! No dia seguinte lutei. Não sei como, mas lutei... com
uma americana, com uma mexicana e com uma canadense, em lutas de 2 rounds por 2
minutos."
Sheila superou-se, mas
perdeu os Jogos e a vida para os tatames. Acreditava ela, a vida também de atleta. Voltou
ao Brasil e logo a terrível lesão veio definitivamente! dentro de um carro, travou de
tal forma que só o resgate conseguiu arranca-la do banco, aos gritos e sem movimentos.
Foi feita uma cirurgia de urgência, no Hospital Nove de Julho: tombamento de disco com
compressão do nervo central que chegou a fissurar, de onde a paralisia. Foi realizado uma
nucleoplastia e Sheila continou paralisada, ligada durante 15 dias numa bomba de morfina
devido à dor.
"Estava condenada ao sedentarismo e ao
esquecimento... Médicos, técnicos, treinadores, fisioterapeutas, todos diziam que eu
não poderia fazer mais nada, nem pensar em lutas, trabalho de força, nada! Só que nunca
aceitei isso! Não podia olhar para a cadeira de rodas, tentava me mexer todos os dias,
mentalizava minhas pernas andando, correndo... Lutei contra tudo e contra todos e
venci!".
Dois meses depois, em 2004,
Sheila voltava ao tatame, para espanto de todos. Retomou os treinos e foi campeã
universitária pela Unisanta de Jiu-jitsu, campeã de Submission e Luta Greco-romana. Tudo
isso em 2004. Em 2005, porém, depois de vencer o Campeonato Universitário Interef, a
coluna de Sheila, não suportando a pressão, trava novamente de maneira ainda mais
séria: uma segunda lesão no mesmo lugar.
Nova cirurgia, no Hospital Panamericano, chamada ribossomia. Dor intensa, paralisia por 20
dias, pedido médico de exame de câncer nos ossos, tal a dor que não cedia.
"Mais uma vez
desacreditada de tudo e de todos, meu fim agora parecia certo... cadeira de rodas! Desta
vez esmoreci. A dor era muito grande e eu não encontrava mais forças. Um dia meu filho
de então 6 anos veio me visitar em sua inocência disse, 'Mamãe, você não vai sarar
pra em levar pro campeonato de Judo da escolinha?... Aí eu despertei, tirei forças do
fundo da alma, que exemplo eu seira pro meu filho em uma cadeira de rodas? Se Deus me
desse outra oportunidade, eu agarria com todas as minhas forças!".
Mentalizando suas medalhas,
suas vitórias, seus treinos, Sheila voltou a andar. Foi em (2005) que conheceu Sandro
Barbosa, hoje seu ex-namorado: "Foi Sandro que me fez conhecer a musculação, que me
acompanhava nas sessões de fortalecimento de lombar e abdomen. Voltei a treinar Jiu-jitsu
e passei a me preparar para o Figure. Ele me incentivou, acreditou em mim, deu novo
sentido à minha vida, foi um anjo de Deus no meu caminho!".
Com 8 meses de treino,
Sheila Vieira venceu o Campeonato Paulista Estreantes 2006, categoria Figure. Estava de
novo no Pódio!.